"Normal é a pessoa que não foi analisada suficientemente.", disse Hegenberg. Se ser normal é obedecer às normas, que contradizem com meu modo de vida, minhas crenças e tudo aquilo que eu acredito... então me chame de ANORMAL/LOUCA!
Não se trata de etiqueta.
É sentir e usufruir da força do oceano. Ser capaz de entendê-lo, respeitá-lo e admirá-lo.
Entrar em contato direto com a natureza.
Interagir, integrar, se entregar.
Captar as energias e se transformar. Conhecer e se apaixonar. Eu e o mar.
"Encare seus medos, viva seus sonhos!"
BRUZUNDANGA "O povo da Bruzundanga é doce e crente, mais supersticioso do que crente,e entre as suas superstições está esta do ouro. Ele nunca o viu, ele nunca sentiu o seu brilho fascinador; mas todo brazundanguense está certo de que possui no seu quintal um filão de ouro. Com o café dá-se uam cousa interessante. O café é tido como uma das maiores riquezas do país; entretanto é uma dasmaiores pobrezas. Sabem por quê? Porque o café é o maior "mordedor" das finanças da Bruzundanga. Eu me explico. O café, ou antes, a cultura do café é a base da oligarquia política que domina a nação. A sua árvoreé cultivada em grandes latifúndios pertencentes a essa gente, que, em geral, mal os conhece, deixando-os entreues a administradores,senhores, nessas vastas terras, de baraço e cutelo, distribuindo soberanamente justiça, só não cunhando moeda, porque, desde séculos, tal cousa é priviléio do Rei. Os proprietários dos latifúndios vivem nas cidades,gastando à lara, levando vida de nababos e com fumaças de aristocratas. Quando o café não lhesdá o bastante para as suas imponências e as da família, começam a clamar que o país vai à arra; que é preciso salvar a lavoura; que o café é a base da vida econômicado país; e - zás - arranjam meios e modos do governo central decretar um empréstimo de milhões para valorizar o produto. Curiosos economistas que pretendem elevar o valor de uma mercadoria cuja oferta excede às necessidades da procura. Mais sábios, parece, são os dono de armarinho que dizemvender barato para vender muito... Arranjado o empréstimo,está a coisa acabada. Eles, os oligarcas, nadam em ouro durante cinco anos, todo o país paga os juros e o povo fica mais escorchado de impostos e vexações fiscais.Passam-se os anos, o café não dá o bastante para o luxo dos doges, dogarinhas e baga rubra, e logo eles tratam de arranjar uma nova valorização. A manobra da "valorização" consiste em fazer que o governo compre o café por um preço que seja vantajoso aos interessados e o retenha em depósito; mas, aconteceque os interessados são, em geral, governo ou parentes dele, de modo que os interessados ficam para eles mesmos o preço da venda, preço que lhes dê fartos lucros, sem se incomodar que "o café"venha a ser,senão a pobreza, ao menos a fonte da pobreza da Bruzundanga,com os tais empréstimos para as valorizações. Além disso, o café esgota as terras, torna-as maninhas, de modo que as regiões do país, que foram opulentas pela sua cultura, em menos de meio século ficaram estérei e sáfaras." [A riqueza da Bruzundanga. Lima Barreto]
Achei esse texto... de 1923... Alguma semelhança com a situação atual que vivemos hoje? kkkkkkkkkkkkkkk E a diferença, sabe qual é? É que hoje não é só com o café que isso acontece...O Brasil é um país vaidoso... Sustenta só a elite, e o povo que é bom , que faz o país crescer, nada. É soooooooooda! Guaraná Antártica.